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Quais são os objetivos de um desafio de inovação aberta?

A inovação aberta propõe uma nova perspectiva, pela colaboração com atores externos, como outras organizações, clientes, usuários, pesquisadores, entre outros.

O conteúdo deste post foi adaptado do livro Inovação Aberta na Prática, escrito por Bruno Martins Rizardi e Tomaz Vicente Santos, que será lançado em breve pela GNOVA/Enap, como parte da coleção Inovação na Prática. Confira os títulos já disponíveis clicando aqui

 

Em geral, o processo de inovação pode seguir dois caminhos: o primeiro, gerado por mudanças internas, promovidas por projetos da própria equipe da organização. O segundo, por meio de aquisições de produtos e serviços de terceiros. A inovação aberta propõe uma nova perspectiva, pela colaboração com atores externos, como outras organizações, clientes, usuários, pesquisadores, entre outros.

Desde que este conceito foi introduzido no mundo corporativo, vem se replicando em diferentes formatos, com experiências no setor público, ainda que seja uma abordagem em experimentação.

Hoje, o setor público brasileiro encontra barreiras tanto para adquirir novas soluções quanto para implementá-las e avaliá-las. A lógica licitatória, na qual o governo deve descrever exatamente a solução que deseja comprar, funciona bem para contratação de soluções rotineiras, mas não para a incorporação de soluções inovadoras. Isso se deve ao fato de que por vezes não se sabe ao certo quais as soluções inovadoras disponíveis para um determinado problema, muito menos qual destas tem maior potencial de gerar impacto positivo na vida das pessoas.

Um dos caminhos que a inovação aberta pode tomar para que o Estado possa colaborar com o desenvolvimento de soluções inovadoras é por meio de realização de prêmios e competições. Esse processo (1) amplia a visão sobre as soluções existentes no mercado, (2) cria espaços para que as soluções possam ser testadas e (3) traz mais segurança jurídica para o processo de compra pública de soluções que o setor público não está acostumado a comprar.

A inovação aberta ajuda a fazer com que diferentes partes interessadas (administrações, cidadãos, empresas) juntem forças para:

  • Criar novos serviços públicos que atendam às necessidades dos cidadãos;

  • Aprimorar o acesso digital aos serviços públicos;

  • Criar políticas inovadoras;

  • Simplificar processos;

  • Identificar economias através da análises de dados abertos;

  • Monetizar dados públicos.

A proposta é iniciar o processo de aquisição de soluções inovadoras com uma competição baseada no problema real que se quer resolver com a solução inovadora, ao invés de iniciar o processo de compra pela definição exata da solução a ser adquirida.

São estabelecidas regras da competição e - numa jornada que pode envolver trilhas formativas, mentorias e acesso a informações com alto potencial de geração de valor - potenciais ofertantes propõem diferentes soluções para o problema. Em geral, participantes da competição não só devem explicar o funcionamento da solução proposta como também testá-las no ambiente real no qual seriam implementadas.

O resultado da competição pode ser o reconhecimento, a premiação ou mesmo a contratação das soluções vencedoras.

 

Fonte: Bearing Point, Accelerating Open Innovation in the Public Sector, 2018. Disponível em <https://www.bearingpoint.com/files/LB_OpenInnovation_Insight.pdf&download=0&itemId=494395>