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Oficina Conectar para Inovar fortalece o ecossistema de inovação pública do DF

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Representantes de instituições estratégicas para a inovação pública do Distrito Federal se reuniram, na quinta-feira, 2 de julho de 2026, na sede da Enedes, no Instituto Federal de Brasília, para a oficina Conectar para Inovar, dedicada à orquestração do ecossistema de inovação pública do DF. O encontro foi realizado pela Enap por meio da GNova, Impact Hub Brasil, Instituto Federal de Brasília e Universidade de Brasília.

O objetivo era ambicioso: mobilizar atores para compreender, visualizar e fortalecer o ecossistema que já conectam, ainda que muitas vezes sem perceber.

Ao longo do dia, os participantes construíram uma leitura compartilhada sobre o tema, colocaram em evidência capacidades e papéis que antes estavam dispersos entre instituições e identificaram lacunas que impedem conexões de gerar mais valor.

Como criar um ecossistema de Inovação pública

Problemas complexos raramente se resolvem com um único ator agindo isoladamente. Por isso, a manhã da oficina foi dedicada a um alinhamento conceitual sobre o que caracteriza um ecossistema de inovação: uma comunidade de participantes diversos, independentes entre si, em termos de hierarquia, mas interdependentes, na prática, que juntos, entregam algo que nenhum deles produziria sozinho.

Essa entrega coletiva depende de quatro peças que se sustentam mutuamente: 1. os atores, que são os protagonistas do ecossistema; 2. as instituições, que estabelecem as normas e regras do jogo; 3. as interações, que determinam o desempenho do conjunto; 4.  e as infraestruturas criam as condições para que tudo funcione. 

Quando essas peças se encaixam, surgem características próprias de um ecossistema saudável: atores de diferentes origens, vindos de governos, empresas, universidades e sociedade civil; entregando de forma compartilhada, que supera a soma das partes; interdependência genuína entre quem participa; e uma governança que se apoia em papéis compartilhados, não em contratos formais.

Capacidades dos atores e funções do ecossistema

A oficina também explicou como esse valor coletivo é gerado na prática, por meio de dois conjuntos complementares. O primeiro reúne as capacidades de inovação de cada ator, que vão da liderança transformadora à governança e estratégia, passando pela gestão de equipes, de projetos, de processos, de tecnologia e de indicadores. O segundo reúne as funções essenciais que o próprio ecossistema precisa cumprir para se manter vivo: desenvolver e difundir conhecimento, conquistar legitimidade diante da sociedade, mobilizar recursos, direcionar a busca por soluções, permitir experimentação, formar mercado e criar sinergias entre quem participa.

O ponto de atenção que a oficina deixou claro é que esses dois conjuntos precisam avançar juntos. Um ator forte não sustenta um ecossistema fraco, e um ecossistema bem desenhado no papel não funciona se os atores não têm capacidade de entregar sua parte.

Orquestrar sem controlar

O encontro deixou um aprendizado que vale para qualquer ecossistema: participar dele costuma ser voluntário, e cada ator só se compromete quando antecipa algum benefício para si. Como esses benefícios raramente podem ser garantidos por contrato, orquestrar um ecossistema é um exercício constante de equilíbrio entre padronização e variação, entre autonomia e controle, entre o interesse individual e o coletivo.

Orquestrar, nesse sentido, não é comandar. É criar e distribuir valor entre os atores, recombinando conhecimentos, capacidades e recursos para abrir novas oportunidades, e negociar coletivamente as regras que permitem ao ecossistema crescer sem sufocar a liberdade de quem experimenta e cria dentro dele.

O que vem depois da oficina

O encontro se encerrou com um momento de encaminhamentos, no qual os participantes olharam para o diagnóstico construído ao longo do dia e pensaram nos próximos passos. A conclusão foi direta: o Distrito Federal já reúne atores diversos e capacidades relevantes para a inovação pública, mas o fortalecimento desse ecossistema depende de conexões contínuas e de compromissos que se renovem além de um único encontro.

A oficina foi um ponto de partida. Cabe agora a cada instituição presente seguir tecendo as conexões que tornam esse ecossistema possível.

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